CENTRO DA VISÃO

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A M B L I O P I A

Trata-se da diminuição da acuidade visual, uni ou bilateral, num local que não se encontra lesão ocular ao exame oftalmológico. O problema é meramente funcional e pode ocorrer mesmo com uso de óculos, quando as estruturas oculares apresentam-se aparentemente normais (sem alteração orgânica). A ambliopia aparece em decorrência de obstáculos ao desenvolvimento da visão. O olho amblíope não apresenta um amadurecimento normal da visão e é popularmente conhecido como "olho preguiçoso". A incidência de ambliopia em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4% e, em geral, é prevenível ou tratável nos primeiros anos de vida.

Estrabismo, diferença de erro de refração entre os olhos (alta hipermetropia e astigmatismo), catarata congênita e qualquer outro fator que impeça a formação do foco da imagem na retina são as causa mais freqüentes de ambliopia. No entanto, o estrabismo ainda é responsável por grande parte dos casos de ambliopia. Já com estrabismos de pequeno ângulo bem como diferenças de grau podem passar desapercebidas aos pais e ao médico não especialista, a prevenção da ambliopia definitiva está no exame oftalmológico de todas as crianças antes dos dois anos de idade.

O mecanismo da ambliopia consiste que cada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro, o qual precisa juntá-las formando uma só imagem. Quando os dois olhos enviam uma imagem igual para o mesmo objeto obtém-se facilmente a fusão das imagens. Porém, quando cada olho está fixando num ponto, o cérebro recebe duas imagens muito diferentes entre si e não consegue juntá-las. Como defesa, o olho elimina automaticamente a imagem que vem do olho desviado. A supressão do olho desviado faz com que não haja desenvolvimento visual e fica o olho mais fraco (amblíope ou olho preguiçoso).

O tratamento clássico e mais conhecido da ambliopia ainda é a oclusão do olho de melhor visão, sendo que as ambliopias não tratadas até os seis anos de idade são consideradas irreversíveis. O tempo para oclusão depende da intensidade e da idade do paciente. Na maior parte dos casos, a ambliopia deve ser detectada e tratada antes da idade escolar, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento, porém não é fácil de ser detectada, principalmente pela criança, que sempre enxergou dessa maneira e não percebe que só um olho é “bom”.

Todas as crianças devem realizar exame oftalmológico até os 4 anos de idade para diagnosticar diferenças de poder refracional entre os olhos. Se apresentarem estrabismo ou houver história de ambliopia na família, a criança deve realizar esse exame mais precocemente. No entanto, não adianta tratar apenas a causa da ambliopia. Deve-se também forçar o cérebro a usar o olho fraco para estimulá-lo. Isso só é possível ao ocluir o olho preferido na maior parte do dia, por semana ou até meses. Algumas vezes é necessário ocluir ambos os olhos alternadamente.

Quanto ao sucesso no tratamento da ambliopia, isso varia conforme a gravidade do problema e da idade do paciente, tendo resultados insatisfatórios se for feito após a idade escolar. O tratamento pode durar até os 9 anos de idade. Após essa idade, a ambliopia tende a não voltar mais. Se o olho amblíope não for tratado, a dificuldade visual poderá ser irreversível.

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A N I S O M E T R O P I A

Anisometropia é o termo empregado relacionado à condição em que o erro refrativo é diferente entre os olhos. As anisometropias são um dos campos mais controversos da prática refratométrica. Se houvesse, na definição, um valor limítrofe que identificasse os casos clinicamente significantes poderia dar uma precisão para esse problema ocular. Em crianças, quando não corrigida a tempo, a anisometropia pode inclusive levar à ambliopia no olho que tem um maior erro de refração. Em geral, as anisometropias não ocorrem isoladamente e as diferenças refrativas não são as únicas determinantes da tolerância ao problema. Diversos fatores como o tipo de anisometropia, idade do paciente, capacidade fusional, uso de óculos também são variáveis que devem ser estudadas junto do problema.

Os sintomas variam de acordo com o tipo de anisometropia. A criança com o problema normalmente não apresenta queixas, principalmente se um dos olhos tiver boa acuidade visual. Tais casos podem ser detectados somente através de triagem visual ou exame oftalmológico e não têm causas conhecidas. Caso ambos os olhos forem míopes, ocorre diminuição da acuidade visual. Se só um olho for míope e o outro normal, geralmente o paciente não percebe a baixa de visão pois o olho bom compensa, sendo detectada alteração somente no exame oftalmológico de rotina. Se os dois olhos forem hipermétropes ou só um e o outro normal, os sintomas são dor de cabeça, cansaço à leitura e embaçamento visual, devido à acomodação (aumento do poder óptico do olho para manter imagens claras a medida que o objeto fica mais próximo do olho) e ao esforço na tentativa do cérebro de fundir as duas imagens formadas na retina.

A prescrição óptica através de óculos ou lente de contato é a forma de tratamento mais apropriada para a correção das anisometropias. Assim, o objetivo é possibilitar a formação de imagens claras na retina de ambos os olhos. No entanto, vale salientar que ainda não existem regras rígidas para o tratamento oftalmológico das anisometropias. Cabe ao médico um exame minucioso e individualizado antes de se tomar uma decisão frente ao problema de cada paciente. O tema é bem antigo e atualmente tem adquirido repercussão com o advento das cirurgias refrativas.

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A S T I G M A T I S M O

O astigmatismo causa uma dificuldade tanto para enxergar de longe como de perto. Este erro de refração ocorre quando existe diferença na curvatura da córnea entre seus eixos horizontal, vertical e oblíquo. Pode ser corrigido com o uso de óculos ou de lentes de contato que neste caso devem ser as gelatinosas tóricas ou rígidas gás-permeáveis.

A cirurgia para corrigir o astigmatismo com laser é bastante precisa nos dias de hoje. A finalidade é que a pessoa que faz a cirurgia pela técnica do LASIK (laser assisted in situ keratomeleusis) não dependa mais dos óculos ou lentes de contato para enxergar bem, o que ocorre na quase totalidade dos casos selecionados, uma vez que hoje dispomos do mais moderno aparelho a laser que pode corrigir de forma personalizada cada defeito corneano que a pessoa apresente.

Quem tem astigmatismo e deseja fazer correção com cirurgia a laser deve ter no mínimo 21 anos de idade, o grau deve estar estacionado e seus olhos devem ser minuciosamente examinados pelo oftalmologista que além do exame clínico realiza exames computadorizados para aferir com precisão todas as medidas e alterações do olho.
Algumas patologias podem contraindicar a cirurgia com laser como por exemplo ceratocone, espessura fina da córnea, além de algumas alterações retinianas.

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B A I X A V I S Ã O

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera deficiente visual a pessoa que é privada, em parte (segundo critérios pré-estabelecidos) ou totalmente da capacidade de ver. Baixa visão (ou visão subnormal) é o comprometimento do funcionamento visual em ambos os olhos, mesmo após correção de erros de refração comuns com uso de óculos, lentes de contato ou cirurgias oftalmológicas. Trata-se de uma definição técnica e quantitativa. Baixa visão é para quem tem uma acuidade visual menor que 0,3 (Snellen), até a percepção de luz ou, um campo visual menor que 10 graus do ponto de fixação.

Os principais indícios relacionados à deficiência visual são: constante irritação ocular, excessiva aproximação junto ao rosto para ler ou escrever, dificuldade para leitura à distância, esforço visual, inclinação da cabeça para tentar enxergar melhor, dificuldade de enxergar pequenos obstáculos no chão, nistagmo (olho constantemente trêmulo), estrabismo ou dificuldade de enxergar em ambientes claros.

As Principais causas da deficiência visual são: perda da visão decorrente de ferimentos, traumatismos, perfurações e vazamentos nos olhos. Durante a gestação, doenças como rubéola, toxoplasmose e sífilis podem causar a deficiência na criança. Infecções em recém-nascidos também podem causar déficits visuais. Outras doenças que ocorrem, na maioria das vezes, em adultos, se não forem devidamente tratadas, podem gerar deficiência visual. Entre as principais estão: glaucoma , diabetes, toxoplasmose, descolamento de retina, catarata congênita, retinopatia da prematuridade, baixa oxigenação do cérebro (hipóxia) entre outras.

Médicos especialistas em visão subnormal estimam que os casos de deficiência visual poderiam ser reduzidos em até 30%, caso sejam adotadas todas as medidas preventivas e eficientes nas áreas de educação e saúde.

A OMS preconiza avaliação funcional da visão por um profissional experiente da área de educação/reabilitação com o objetivo de observar se o indivíduo está utilizando sua visão com o objetivo de realizar um processo de estimulação visual Assim, o indivíduo pode ser potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e execução de tarefas.

O trabalho educativo pode promover uma inserção social do indivíduo, seja no ambiente domiciliar ou profissional. No entanto, deve ter o devido acompanhamento de profissionais especializados em deficiência visual para adquirir melhor orientação espacial, saber se alimentar adequadamente, utilização de auxílios ópticos (como lupas especiais, bengalas etc.). Porém, para cada caso e problema existe uma abordagem específica.

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B L E F A R I T E

A blefarite é uma inflamação que acomete as margens palpebrais e é muito comum. É causada por uma bactéria e às vezes a inflamação é acompanhada de conjuntivite.

A pessoa que está com blefarite apresenta a borda das pálpebras avermelhadas e cobertas por uma descamação que aparece como umas “caspinhas” nos cílios.
Nos casos mais intensos formam-se crostas nas margens palpebrais. Os olhos ficam ardendo e coçam bastante.

O tratamento é feito com pomadas de antibiótico no local, além de compressas mornas e higiene das pálpebras com produtos que o médico oftalmologista irá indicar.

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C A T A R A T A

A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho, que causa  perda visual progressiva, e pode ser congênita ou adquirida. A congênita é aquela na qual a criança já apresenta a opacificação do cristalino ao nascimento ou nos primeiros meses de idade como no caso de doenças como a rubéola . O bebê que apresenta catarata congênita deve ser operado o quanto antes para evitar a ambliopia (não desenvolvimento da visão por privação da luz). Entre as cataratas adquiridas a mais comum é a senil, que aparece geralmente após os 50 anos de idade.

CATARATA

Porém, a catarata pode se desenvolver numa idade mais precoce como em alguns casos de diabetes e outras doenças, além do uso crônico de certas medicações. Existe ainda a catarata traumática que pode se formar em casos de acidentes oculares.
A pessoa com catarata tem uma diminuição progressiva da acuidade visual, apresentando visão nublada e distorcida para longe. Muitos pacientes referem incômodo em ambientes muito iluminados ou externos.

O tratamento da catarata é feito com cirurgia. Não existem medicamentos nem outra forma de tratamento que impeça a catarata de progredir. Por isso, uma vez diagnosticada, a catarata deve ser operada.

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C E G U E I R A

Cegueira é a falta no sentido da visão que pode ser parcial ou total. Por definição internacional, a cegueira é considerada legal quando a acuidade visual para distância for igual ou menor do que 20/200 no melhor olho com a melhor correção ou com campo visual de 20 graus ou menos em seu maior diâmetro.

Uma outra definição que é mais prática determina que a cegueira é a perda de visão suficiente para impedir uma pessoa de ser auto-suficiente em uma ocupação, tornando este indivíduo dependente de outro, de agência ou organização para que possa viver.
O termo cegueira para cores é uma denominação errônea porque esta alteração que é geneticamente transmitida, não é uma forma de cegueira como geralmente é entendida e sim um distúrbio da visão.

Existem vários tipos de cegueira, dependendo de onde se tenha produzido o dano que causou a perda da visão. Para que uma imagem seja formada na retina e identificada pelo cérebro vários processos ocorrem. Para chegar até a retina a luz deve atravessar estruturas transparentes do olho como a córnea, o cristalino e o humor vítreo. Qualquer alteração nestas estruturas como catarata ou opacidades na córnea a imagem na retina ficará comprometida causando um tipo de cegueira . A luz é detectada pelos bastonetes e cones da retina, que pode ser considerada o principal órgão terminal sensorial da visão. Doenças que afetam a retina como a degeneração macular relacionada com a idade e a retinose pigmentar entre outras causam um outro tipo de cegueira.

Na retina os prolongamentos dos cones e bastonetes fazem sinapse com as células bipolares que por sua vez conectam-se com células ganglionares da retina. Os axônios destas células formam o nervo óptico que emerge por detrás do globo ocular e atravessa posteriormente dentro de um cone muscular para entrar na cavidade craniana pelo canal óptico. Doenças que afetam o nervo óptico como neurites, glaucoma ou diabetes causam um outro tipo de cegueira. Após entrar na cavidade craniana os nervos ópticos de ambos os olhos se cruzam parcialmente em uma estrutura chamada quiasma óptico e deste formam-se os tratos ópticos que ficam no cérebro. Doenças nestas estruturas como tumores ou hemorragias causam também um tipo de cegueira.

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C E L U L I T E O R B I T Á R I A

A celulite orbitária é uma infecção que afeta a órbita que é a região que circunda os olhos, composta por músculos, gorduras, além de vasos e nervos. Usualmente é causada pelas mesmas bactérias que causam sinusite aguda que penetram na órbita por extensão direta ou através de canais vasculares entre o conteúdo orbitário e os seios etmoidal, esfenoidal, maxilar ou frontal infeccionados.

A pessoa com celulite orbitária moderada apresenta inchaço e vermelhidão das pálpebras, quemose (edema da conjuntiva), exoftalmo de vários graus e dor fraca. O aparecimento dos sintomas geralmente é repentino. Conforme a gravidade da infecção sintomas variam desde febre baixa, mal estar até febre alta e debilidade marcante. Nos casos mais graves a infecção pode disseminar-se para seios cavernosos ou meninges.

O tratamento consiste no uso de antibióticos sistêmicos, além de compressas mornas para a localização da reação inflamatória. Em casos raros pode ser necessário uma drenagem cirúrgica.

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C E R A T I T E

A ceratite é a lesão que afeta a superfície da córnea causando dor, lacrimejamento, fotofobia e hiperemia ocular. Pode ser infecciosa, inflamatória ou de exposição.
As ceratites infecciosas são as causadas por bactérias, fungos, protozoários ou vírus.
As inflamatórias ocorrem na vigência de uma doença sistêmica como a artrite reumatóide ou lupus. A ceratite de exposição pode se desenvolver em qualquer situação na qual a córnea não seja adequadamente umedecida e coberta pelas pálpebras.

CERATITE

Os sintomas da ceratite são parecidos com os de uma conjuntivite e somente um exame oftalmológico irá mostrar se existe ceratite ou não. Os usuários de lentes de contato devem ficar muito atentos a estes sintomas pois, se aparecerem, o uso da lente de contato deve ser suspenso até que um exame seja feito. Uma ceratite não diagnosticada e tratada no início pode evoluir para uma úlcera na córnea que é uma lesão mais profunda e mais difícil de tratar. Alguns casos deixam cicatrizes opacas na córnea causando diminuição permanente da visão.

Assim que a ceratite é diagnosticada o tratamento deve ser iniciado. Dependendo da causa, o tratamento será feito com colírios e ou pomadas com antibióticos específicos, antiinflamatórios ou lubrificantes oculares. Em alguns casos é necessário fazer um curativo oclusivo para que a córnea se cicatrize.

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C E R A T O C O N E

Ceratocone é uma desordem ocular não inflamatória e auto-limitada caracterizada pelo afinamento progressivo da parte central da córnea. No ceratocone a córnea assume uma forma de cone, por isso o nome, o que acarreta na percepção de imagens distorcidas. O principal sintoma dessa doença é a diminuição da visão. É ainda muito mais freqüente em portadores de síndromes como a de Down, de Turner, de Ehlers-Danlos, de Marfan e pessoas alérgicas e portadoras de doenças como a osteogenesis imperfecta e com prolapso da válvula mitral. Muitos pacientes não percebem que têm o problema porque inicia-se com miopização e astigmatismo no olho. Isso pode evoluir rapidamente ou em outros casos levar anos para se desenvolver. Pode ainda afetar gravemente e limitar as pessoas diante de tarefas do dia-a-dia. O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade, embora tenha sido relatado casos de início aos 6 anos de idade. Raramente o ceratocone desenvolve-se após os 30 anos de idade. Afeta homens e mulheres em igual proporção e na grande maioria dos casos afeta os dois olhos.

CERATOCONE

As causas para o ceratocone podem estar relacionadas a mudanças físicas, bioquímicas e moleculares no tecido corneano. Porém, nenhuma teoria deu conta de elucidar os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone. É bem possível que o ceratocone seja o resultado final de diferentes condições clínicas. Já é conhecida a associação com doenças hereditárias, atópicas (alérgicas), sistêmicas e ainda pelo uso prolongado de lentes de contato. Mesmo sem ter uma causa conhecida, sabe-se que pode haver períodos de agravamento e de estabilização da doença. O diagnóstico definitivo do ceratocone é feito com base nas características clínicas e com exames objetivos como a topografia corneana (exame que mostra em imagem o formato preciso da córnea). A evolução do ceratocone é quase sempre progressiva com aumento do astigmatismo, mas pode estacionar em determinados casos.

O tratamento do ceratocone é feito no sentido de proporcionar ao paciente uma boa visão. Nos casos leves, o uso de óculos pode ser suficiente e nos moderados é indicado o uso de lentes de lentes de contato para corrigir o problema. Nos últimos anos, novos materiais já permitem a confecção de lentes de contato confortáveis com maior poder de correção do ceratocone. A indicação varia ainda de acordo com a severidade da doença. Na sua fase inicial o ceratocone apresenta-se como um astigmatismo irregular levando o paciente a trocar o grau de astigmatismo com muita freqüência. Apesar desses avanços alguns pacientes não evoluem bem ou não se adaptam às lentes de contato e requerem procedimentos cirúrgicos para deter o avanço do ceratocone. Em muitos casos realiza-se a ceratoplastia (modificação do formato da córnea) e em casos mais avançados são indicados inclusive o transplante de córnea.

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D M R I
(Degeneração Macular Relacionada à Idade)

Apesar da luz ser vital para nossa visão, ela também pode fazer mal. Quando os raios ultravioletas (UV) interagem com o oxigênio, radicais livres-moléculas com pares desequilibrados de elétrons- são gerados. Estes radicais livres podem danificar as células da mácula nos seus olhos, causando a formação de toxinas ("drusas") e algumas vezes o crescimento de finos vasos sangüíneos sob a mácula, que é a porção central da retina, responsável pela visão detalhada e central. É esta parte do olho que é afetada pela Degeneração Macular Relacionada à Idade.

DRUSAS

Depois da catarata, a Degeneração Macular é a principal causa de cegueira nos indivíduos com mais de 50 anos. A DMRI pode afetar um ou os dois olhos. Primeiramente, a visão central se torna bloqueada por um ponto negro, mas este ponto depois se transforma em uma lacuna que é branca ou cinza. Este dano à visão central é permanente, mas a visão lateral ("periférica") raramente é afetada.

Há dois tipos de DMRI: o tipo "seco" (atrófica) e o tipo "úmido" (cistóide). Na forma seca de DMRI, a perda de visão central é gradual; sua extensão está relacionada com a localização e quantidade de afinamento macular causado por depósitos amarelados sob a mácula. As pessoas com DMRI úmida têm uma perda de visão mais rápida (semanas ou meses) por causa do rompimento de vasos ou sangramento sob a mácula.

DMRI

Os danos à visão central são irreversíveis, mas a detecção precoce da DMRI e os cuidados mediante supervisão de um especialista podem ajudar a controlar alguns dos efeitos da doença. Uma cirurgia com fotocoagulação por laser é, em alguns casos, útil.

Outras modalidades de tratamento são a Terapia Fotodinâmica e a utilização de drogas anti-angiogênicas. O especialista em retina poderá indicar qual é o mais adequado para cada caso.

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E S T R A B I S M O

O estrabismo é o desvio no alinhamento de um ou ambos os olhos devido a um desequilíbrio na musculatura ocular. Pode ser congênito, já existente ao nascimento, ou adquirido, onde se manifesta no decorrer da vida (desde os 2 ou 3 anos de idade até a idade adulta). Dependendo do tipo do estrabismo, o olho pode ficar desviado o tempo todo ou apenas em alguns momentos do dia.

ESTRABISMO

Se os pais percebem ou suspeitam que seu filho ou filha apresenta um desvio ocular é imprescindível que o leve a um oftalmologista. Este profissional irá definir se o caso é mesmo de estrabismo ou apenas um pseudoestrabismo. O pseudoestrabismo pode ocorrer quando se tem um epicanto nasal, aquela “preguinha” que existe no canto interno das pálpebras, comum em crianças menores que cobre parte da superfície branca dos olhos e dá um falsa impressão do desvio.

No caso de se tratar de estrabismo, o oftalmologista irá indicar o tratamento que pode ser apenas o uso de óculos, colocação ou não de um tampão em um dos olhos para evitar a ambliopia e, em alguns casos, a cirurgia será indicada.

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G L A U C O M A

Glaucoma é um dano no nervo óptico com perda de campo visual. Pode ser devido a uma pressão ocular elevada e/ou uma diminuição no aporte de sangue para os tecidos oculares. Se não forem tratados, estes fatores levam à perda da visão, normalmente gradual, infelizmente com o potencial de levar à cegueira. Sua pressão ocular é controlada pelo fluxo de fluido nos seus olhos. Num olho saudável ou normal, há um equilíbrio entre a quantidade de fluido produzida e a quantidade drenada, que mantém a pressão ocular na faixa normal. No glaucoma, o fluido é drenado para fora do olho devagar demais. Isto significa que conforme o fluido fica dentro do olho, a pressão ocular sobe. Esta pressão comprime o nervo óptico, que envia sinais para o cérebro, e que, por sua vez, processa o que o olho está vendo. O aumento da pressão ocular normalmente não causa dor, e nos estágios iniciais, pode-se não perceber nenhuma diferença na visão. Entretanto, conforme a doença progride, os danos ao nervo óptico ocorrem e paulatinamente a visão é perdida cada vez mais.

GLAUCOMA

Uma vez danificado o nervo óptico, ele não pode ser regenerado. É por isso que é improvável que as pessoas recuperem a visão que já foi perdida com o glaucoma. A boa notícia é que, quando o glaucoma é tratado nos seus estágios iniciais, a perda de visão quase sempre é prevenida. Seguindo adequadamente o plano de tratamento desenvolvido por seus médicos, a maioria dos pacientes de glaucoma pode controlar sua doença e vencer seus obstáculos. Os médicos normalmente prescrevem medicamentos como primeira linha de tratamento para glaucoma. Apesar dos medicamentos não poderem reparar os danos, eles podem minimizar futuros danos e a perda de visão. É por isso que os médicos pedem que os pacientes de glaucoma usem o medicamento, mesmo que sintam que seus olhos estão bons e que ainda estejam enxergando bem. Para manter a visão, deve-se interromper o processo de dano ao nervo óptico antes que seja perdida qualquer porção de visão. Às vezes, os medicamentos não conseguem prevenir que o glaucoma cause a perda de visão. Um tratamento a laser ou cirúrgico pode ser útil no controle da doença em tais casos.

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H I P E R M E T R O P I A

A hipermetropia é a dificuldade para enxergar de perto e , nos casos onde o grau é mais elevado também dificulta a visão de longe. A hipermetropia ocorre nos olhos cujo comprimento é menor do que o do olho normal, fazendo com que a imagem se forme atrás da retina de forma não nítida. Pode ser corrigida com o uso de óculos ou lentes de contato, além da possibilidade da correção com cirurgia a laser.

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M I O P I A

A miopia é a dificuldade de enxergar de longe. Ela ocorre nos olhos que são maiores em comprimento do que o olho normal, fazendo com que a imagem se forme na frente da retina e portanto, não nítida. Este erro de refração pode ser tratado com o uso de óculos ou lentes de contato, porém estes auxílios ópticos não evitam a progressão do grau da miopia que pode aumentar com a idade.

A cirurgia para corrigir a miopia com laser é bastante precisa nos dias de hoje. A finalidade é que a pessoa que faz a cirurgia para miopia pela técnica do LASIK (laser assisted in situ keratomeleusis) não dependa dos óculos ou lentes de contato para enxergar bem, o que ocorre na quase totalidade dos casos selecionados, uma vez que hoje dispomos do mais moderno aparelho a laser que pode corrigir de forma personalizada cada defeito corneano que a pessoa apresente.

Quem tem miopia e deseja fazer correção com cirurgia a laser deve ter no mínimo 21 anos de idade, o grau deve estar estacionado e seus olhos devem ser minuciosamente examinados pelo oftalmologista, que além do exame clínico realiza exames computadorizados para aferir com precisão todas a medidas e alterações do olho.
Algumas patologias podem contraindicar a cirurgia com laser como por exemplo ceratocone, espessura fina da córnea, além de algumas alterações retinianas.

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M O S C A S V O L A N T E S

São pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem mover-se na frente de um ou de ambos os olhos. Percebidas mais facilmente durante a leitura ou quando se olha fixamente para uma parede vazia. A denominação moscas volantes vem do latim, pois há mais de dois mil anos, na Roma antiga, as pessoas já usavam a expressão "muscae volitantes" para descrever esse problema oftalmológico.

Com o processo natural de envelhecimento, o vítreo - fluído gelatinoso que preenche o globo ocular - contrai-se, podendo se separar da retina em alguns pontos, sem que isto cause obrigatoriamente danos à visão. As moscas volantes são proteínas ou minúsculas partículas de vítreo condensado, tecnicamente chamados grumos, formadas quando o vítreo se solta da retina. Embora pareçam estar na frente do olho, na realidade, elas estão flutuando no vítreo, dentro do olho. Nem sempre as moscas volantes interferem na visão. Mas, quando passam pela linha de visão as partículas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem.

As moscas volantes ocorrem com maior freqüência após os 45 anos entre as pessoas que têm miopia, as que se submeteram à cirurgia de catarata ou ao tratamento YAG Laser e também entre as que sofreram inflamação dentro do olho.

Caso as moscas volantes não encontrem-se relacionadas a um problema sério, como rasgos na retina, não será necessário tratamento. Com o passar do tempo elas tendem a diminuir. Mas, se as moscas volantes forem um sintoma de rasgo, o mesmo deve ser selado com laser argônico ou por crioterapia, a fim de evitar que eles provoquem o descolamento da retina o que pode ocasionar cegueira.

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O L H O S E C O

Em síntese, é uma condição anormal da superfície do olho que se manifesta quando as pessoas produzem lágrimas insuficientes ou a mesma é deficiente em algum de seus componentes e provoca desconforto ocular. Olho seco significa que o olho não é devidamente umedecido ou é produzido pouco fluido lacrimal ou a composição da película lagrima não é lubrificada de maneira ideal. Além dessas, existem outras possibilidades que se relacionam a esse problema oftalmológico. O olho seco é, sem dúvida, uma das queixas mais comuns relatadas aos oftalmologistas e é facilmente confundido com outras condições, tais como infecções ou alergias oculares. O aparecimento do olho seco pode ainda estar associado ao envelhecimento, pois em idades mais avançadas há diminuição da produção de lágrimas, carência de gordura no corpo ou a fatores que formam zonas secas na conjuntiva e na córnea, o que provoca sérios incômodos a muitas pessoas. De maneira geral, as mulheres sofrem mais de olho seco do que os homens, provavelmente por questões hormonais. São esses os sintomas freqüentes do olho seco: ardor, comichão, irritações, fotofobia, vermelhidão, visão turva, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e incômodos para leitura, assistir televisão e muito mais.

Existem diversos fatores que podem provocar o olho seco: lentes de contato, ar condicionado, vento em excesso, permanência em altitudes elevadas, ambientes com sistema de climatização, uso de cosméticos, fumaça de cigarro, poluição do ar, calefação, excesso de tempo em frente de monitores de computadores, clima seco etc. Determinados medicamentos podem provocar a redução de lubrificação nos olhos, como certos descongestionantes, anti-histamínicos, antidepressivos, diuréticos, anticongestivos, anestésicos, anticolinérgicos e betabloqueadores. Falta de vitamina A e várias doenças sistêmicas são freqüentemente associadas ao olho seco. Entre essas a artrite, lúpus, sarcoidiose e principalmente a síndrome de Sjögren, conhecida como síndrome do olho seco, doenças da tiróide, de pele e doença de Parkinson entre outras.

O tratamento do olho seco deve ser feito não apenas para o próprio bem-estar do paciente, mas para não colocar em risco as córneas. O tratamento adotado do olho seco varia conforme a sensibilidade de cada paciente e deve ser baseado no diagnóstico individualizado feito por médicos. São várias as formas de tratar o olho seco: colírios específicos, conhecido como lágrimas artificiais e lágrimas em forma de gel são indicados para casos mais simples. Em casos graves, é possível recorrer à oclusão da drenagem de lágrimas, permitindo que elas fiquem em contato com o olho por mais tempo. Outras formas de tratar são através de antiinflamatórios, antibióticos, medicamentos sistêmicos, corticóides tópicos, suplementação alimentar com ômega-3, uso de lentes protetoras, soro autólogo entre outros procedimentos. Há possibilidade de combinação de drogas e tudo dependerá de um bom diagnóstico dos fatores que desencadeiam o olho seco.

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P R E S B I O P I A

A presbiopia é a dificuldade de enxergar de perto que se manifesta nas pessoas a partir de quarenta anos de idade, também chamada de vista cansada. Ela ocorre devido à diminuição da elasticidade do cristalino que é a lente natural do olho responsável por focalizar os objetos de perto. Com a idade seu enrijecimento causa a presbiopia que não tem como ser evitada.

A presbiopia pode ser corrigida com uso de óculos para perto ou lentes de contato, que podem ser adaptadas de várias maneiras (só em um olho ou multifocais) dependendo se a pessoa tem grau para longe ou se já usa lentes de contato . A avaliação do oftalmologista juntamente com a necessidade de cada paciente é que se encontra a melhor forma de correção.

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T E R Ç O L

O terçol ,que também pode ser chamado de hordéolo, é um processo infeccioso agudo das glândulas de meibômio ou de outras glândulas que se localizam na margem das pálpebras. Aparece como uma tumoração na pálpebra superior ou inferior, que fica inchada, vermelha e dolorida.

O tratamento inclui a aplicação de compressas quentes várias vezes ao dia para que se acelere o processo inflamatório induzindo sua drenagem espontânea. O uso de antibiótico tópico, geralmente na forma de pomada também está indicado.

Quando o terçol desinflama sem ter drenado e torna-se crônico, dá-se o nome de calázio, que é uma tumoração que não dói, porém pode incomodar esteticamente. Em alguns casos a drenagem cirúrgica do calázio está indicada.

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U V E Í T E

A úvea, também chamada trato uveal, consta de três estruturas: a íris, o corpo ciliar e a coróide. A íris, o anel colorido que rodeia a pupila, abre-se e fecha-se como a lente de uma câmera fotográfica. O corpo ciliar é o conjunto de músculos que dilatam o cristalino para que o olho possa focar os objetos próximos e que o tornam mais fino ao focar os mais distantes. A coróide é o revestimento interior do olho que se estende desde a extremidade dos músculos ciliares até ao nervo óptico, localizado na parte posterior do olho.

UVEITE

A uveíte é a inflamação de qualquer parte da úvea. Pode ser inflamada só uma parte ou a totalidade da úvea. A inflamação limitada a parte da úvea pode receber o nome da zona abrangida; por exemplo, irite (inflamação da íris) ou coroidite (inflamação da coróide). A uveíte tem muitas causas possíveis, algumas das quais se limitam ao olho enquanto outras afetam o corpo todo. Cerca de 40 % das pessoas com uveíte têm uma doença que também afeta outros órgãos do corpo. Independentemente da causa, a uveíte pode danificar rapidamente o olho e provocar complicações prolongadas, como o glaucoma, as cataratas e o descolamento da retina.

Os primeiros sintomas da uveíte podem ser tênues. A visão pode tornar-se enevoada ou a pessoa pode ver pontos negros flutuantes. A dor aguda, a vermelhidão do branco do olho (a esclerótica) e a sensibilidade à luz são particularmente comuns na irite. O médico pode ser capaz de ver vasos sanguíneos proeminentes no bordo da íris, alterações ligeiras na córnea e um turvamento do líquido que enche o olho (humor vítreo). O médico faz o diagnóstico baseando-se nos sintomas e nos resultados do exame físico.

O tratamento deve começar o mais cedo possível para evitar as lesões permanentes e quase sempre inclui o uso de corticosteróides e de medicamentos para dilatar as pupilas. Outros fármacos podem ser utilizados para tratar causas específicas; por exemplo, podem ser administrados fármacos anti-infecciosos para eliminar bactérias ou parasitas.

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Fontes: Dr. Fábio Sabbag, Conselho Brasileiro de Oftalmologia,
Alcon Labs, site Dr. Visão e Manual Merck